O mistério na vida... Circulando, fluindo... nos elementos, nas estações. Palavra que brota, agir que floresce... A luz pascal que incendeia a festa da existência. A soma dos "ires-e-vires", de homens e mulheres que celebram, se encantam, e se enredam, no cuidado com o mundo, na busca do Reino.

A PALAVRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

4 de junho de 2017

SOLENIDADE DE PENTECOSTES

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1 -Aprofundando os textos bíblicos:     


Solenidade de Pentecostes
1-Aprofundando os textos bíblicos: Atos 2,1-11; Salmo 104 (103); 1 Coríntios 12, 3b –7.12-13; João 20, 19-23:
No evangelho de João, a ressurreição e o dom do Espírito acontecem juntos. É uma versão diferente mas não em contradição com a que lemos nos Atos dos Apóstolos. Para João, o Espírito é um dom que procede diretamente de Cristo Ressuscitado: é seu alento, seu sopro vital.  No mesmo dia da ressurreição, Jesus aparece aos discípulos e aí acontece a primeira efusão do Espírito, simbolizado pelo sopro de Jesus (Gn 1,2), comprovando a continuidade entre o Jesus sofredor e o Ressuscitado. A imagem do Espírito é o vento, o ar em movimento; é o sopro que sai das entranhas do Ressuscitado, o Espírito divino que o ressuscitou dentre os mortos e é comunicado. O Senhor glorioso é o mesmo servo sofredor Crucificado. A morte, a ressurreição e o dom do Espírito formam uma só realidade. Em sua morte, Cristo é glorificado e seu lado aberto é a fonte do Espírito que nos é dado. O mesmo Espírito que sustentou o dia-a-dia de Jesus para realizar o projeto do Pai é o mesmo que anima agora a luta diária da comunidade cristã para ser portadora da paz e promover o perdão e a reconciliação no mundo.
A primeira leitura é narrativa de Pentecostes, em que se unem dois relatos: O primeiro é apocalíptico (1-4): vento impetuoso, línguas de fogo, pessoas que falam “outras” línguas e parecem bêbadas. O segundo (5-11) é profético e missionário: as pessoas falam em aramaico e cada um entende em sua língua nativa. O maravilhoso não está no falar, mas no ouvir (vv 6.8.11). “Estavam todos reunidos”(2,1) – não se trata apenas dos doze apóstolos, mas da assembleia dos cento e vinte (1, 14-15), todos integrantes da Igreja nascente, dentre os quais, Maria, a mãe de Jesus, e as outras mulheres.

2 – Atualizando:
Ascensão e Pentecostes são as festas da maturidade cristã, que nos chamam a prolongar a missão de Jesus. Sob a ação do Espírito Santo a primeira comunidade cristã encontrou a linguagem apropriada para o anúncio da Boa-Nova de Jesus Ressuscitado. Não se trata de usar um só idioma, mas de ser capaz de fazer-se entendido. A Igreja é uma comunhão na diferença. Todas as pessoas são importantes e devem ser assim consideradas e respeitadas em sua contribuição específica na construção da comunidade e mudança das estruturas deste mundo.
Pentecostes não apaga as diferenças, mas encurta as distâncias. É a festa da Igreja, sinal operante do perdão, da unidade, da paz no mundo, na medida em que fala uma língua que todos entendam: a linguagem da justiça e do amor, linguagem de Cristo! Será que o Espírito de Deus poderá, através da Igreja, renovar a face da terra? Ou é a face da Igreja que está mudando conforme este mundo ordena?
3-A palavra de Deus na celebração: Hoje, como um novo sopro, o Espírito nos tira da dispersão e nos reúne numa assembleia de irmãos, com variados dons e ministérios para ouvir a Palavra e viver a partilha e a comunhão. Ele transforma o pão e o vinho nos sinais da Páscoa de Cristo e nos une num só corpo, revestindo-nos da força do alto para renovarmos a face da terra, enchendo-a de reconciliação, alegria, solidariedade e paz. Cada celebração é um novo Pentecostes, festa da Nova Aliança selada no AMOR, a nova Lei - o Espírito!
4-Dicas e sugestões: Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p.348-372.
1. Preparar o local da celebração destacando o círio pascal, a pia batismal, a mesa da Palavra e da Eucaristia com o vermelho, a cor litúrgica desta festa. Preparar um candelabro para colocar as sete velas, que serão trazidas na procissão de entrada.
2. Procissão de entrada com as pessoas que exercem algum ministério na comunidade, trazendo, além da cruz e da Bíblia, ou lecionário, sete velas grandes acesas, lembrando as Igrejas que recebem na Páscoa a missão de testemunhar a ressurreição. Onde for costume, trazer também a bandeira do Divino.
3. A primeira leitura poderá ser contada com muita expressão, se possível, de cor.
4. Durante o canto do Salmo, um grupo de jovens, ou crianças com vestes coloridas e uma tocha ou vela grande na mão, faz uma dança, envolvendo a assembleia, com a luz e o calor do Espírito Santo.
5. Durante o canto da “Sequência”: A nós descei... a assembleia acende suas velas no Círio e nas sete velas ou tochas, permanecendo com elas acesas até o final do Evangelho.
6. A proclamação do evangelho poderá ser cantada. No final, quem preside repete para as lideranças da comunidade presentes, a frase: “A paz esteja com vocês. Como o Pai me enviou, assim também eu envio vocês. Recebam o Espírito Santo!” Esta mesma frase é dita também para toda a assembleia e depois, cada pessoa repete-a para quem estiver perto, soprando ou beijando a testa e dando-lhe um abraço fraterno.
7. No momento da profissão de fé, todas as pessoas que exercem algum serviço na comunidade, poderiam se aproximar do Círio Pascal, junto à Pia Batismal, e renovar sua consagração ao serviço da comunidade. Um(a) representante de cada serviço expressa em voz alta e todos participam no refrão, cantando:  “Vem, Espírito Santo, vem, vem iluminar!” ou “confirmar!”  No final, aspergir toda a assembleia com a água batismal perfumada.
8. O mesmo grupo que dançou o Salmo, poderia fazer uma coreografia em volta do altar durante o canto do Santo, e permanecer ladeando a mesa eucarística até o momento da comunhão.
9. Cantar solenemente a bênção final que é própria e enviando toda a comunidade em MISSÃO. Onde for possível, a assembleia fica voltada para as portas da Igreja, ou na direção dos 4 pontos cardeais, enquanto recebe a bênção.
10.  No final, apagar solenemente o Círio Pascal, indicando o encerramento do tempo Pascal.
11.  Nas comunidades onde houver pessoas que falam idiomas diferentes, convidá-las a repetir, após o evangelho a expressão: “A paz esteja com vocês!” na sua respectiva língua, saudando a assembleia.
12. Onde for possível e sobretudo, onde houver a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, convidar pessoas de outras Igrejas cristãs para participarem da celebração, quando poderão, em momento indicado, darem seu testemunho.
13.  Nas celebrações da palavra, a oração do Pai-Nosso poderia também ser feita na versão ecumênica e com um gesto especial de comunhão e reconciliação entre as pessoas.
14. Fazer, com especial atenção, os ritos iniciais, como momento de constituir, com a diversidade de pessoas presentes, um único Corpo, cuja cabeça é Cristo. Igual destaque se dê à toda Liturgia Eucarística, onde o Corpo Vivo do Ressuscitado, animado pelo Espírito Santo, se manifesta na sua plena expressão.
15. Nas celebrações da Palavra, fazer um momento de Ação de Graças após o rito da Palavra, cantando a louvação indicada no Hinário Litúrgico, 2, p. 104, própria para este momento. Em seguida, partilhar o pão, ou outro alimento, como ceia fraterna, ou ágape.
Maria  de  Lourdes  Zavarez e Maria do Carmo de Oliveira

 

 

> 2 - Atualizando:     : Ascensão e Pentecostes são as festas da maturidade cristã, que nos chamam a prolongar a missão de Jesus. Sob a ação do Espírito Santo a primeira comunidade cristã encontrou a linguagem apropriada para o anúncio da Boa-Nova de Jesus Ressuscitado. Não se trata de usar um só idioma, mas de ser capaz de fazer-se entendido. A Igreja é uma comunhão na diferença. Todas as pessoas são importantes e devem ser assim consideradas e respeitadas em sua contribuição específica na construção da comunidade e mudança das estruturas deste mundo. Pentecostes não apaga as diferenças, mas encurta as distâncias. É a festa da Igreja, sinal operante do perdão, da unidade, da paz no mundo, na medida em que fala uma língua que todos entendam: a linguagem da justiça e do amor, linguagem de Cristo! Será que o Espírito de Deus poderá, através da Igreja, renovar a face da terra? Ou é a face da Igreja que está mudando conforme este mundo ordena? Hoje, como um novo sopro, o Espírito nos tira da dispersão e nos reúne numa assembleia de irmãos, com variados dons e ministérios para ouvir a Palavra e viver a partilha e a comunhão. Ele transforma o pão e o vinho nos sinais da Páscoa de Cristo e nos une num só corpo, revestindo-nos da força do alto para renovarmos a face da terra, enchendo-a de reconciliação, alegria, solidariedade e paz. Cada celebração é um novo Pentecostes, festa da Nova Aliança selada no AMOR, a nova Lei - o Espírito!

> 3 - A palavra de Deus na celebração:     Atos 2,1-11; Salmo 104 (103); 1 Coríntios 12, 3b –7.12-13; João 20, 19-23: No evangelho de João, a ressurreição e o dom do Espírito acontecem juntos. É uma versão diferente mas não em contradição com a que lemos nos Atos dos Apóstolos. Para João, o Espírito é um dom que procede diretamente de Cristo Ressuscitado: é seu alento, seu sopro vital. No mesmo dia da ressurreição, Jesus aparece aos discípulos e aí acontece a primeira efusão do Espírito, simbolizado pelo sopro de Jesus (Gn 1,2), comprovando a continuidade entre o Jesus sofredor e o Ressuscitado. A imagem do Espírito é o vento, o ar em movimento; é o sopro que sai das entranhas do Ressuscitado, o Espírito divino que o ressuscitou dentre os mortos e é comunicado. O Senhor glorioso é o mesmo servo sofredor Crucificado. A morte, a ressurreição e o dom do Espírito formam uma só realidade. Em sua morte, Cristo é glorificado e seu lado aberto é a fonte do Espírito que nos é dado. O mesmo Espírito que sustentou o dia-a-dia de Jesus para realizar o projeto do Pai é o mesmo que anima agora a luta diária da comunidade cristã para ser portadora da paz e promover o perdão e a reconciliação no mundo. A primeira leitura é narrativa de Pentecostes, em que se unem dois relatos: O primeiro é apocalíptico (1-4): vento impetuoso, línguas de fogo, pessoas que falam “outras” línguas e parecem bêbadas. O segundo (5-11) é profético e missionário: as pessoas falam em aramaico e cada um entende em sua língua nativa. O maravilhoso não está no falar, mas no ouvir (vv 6.8.11). “Estavam todos reunidos”(2,1) – não se trata apenas dos doze apóstolos, mas da assembleia dos cento e vinte (1, 14-15), todos integrantes da Igreja nascente, dentre os quais, Maria, a mãe de Jesus, e as outras mulheres.

> 4 - Dicas e Sugestões:    Vejam no Dia do Senhor, Ciclo Pascal, ABC p.348-372. 1. Preparar o local da celebração destacando o círio pascal, a pia batismal, a mesa da Palavra e da Eucaristia com o vermelho, a cor litúrgica desta festa. Preparar um candelabro para colocar as sete velas, que serão trazidas na procissão de entrada. 2. Procissão de entrada com as pessoas que exercem algum ministério na comunidade, trazendo, além da cruz e da Bíblia, ou lecionário, sete velas grandes acesas, lembrando as Igrejas que recebem na Páscoa a missão de testemunhar a ressurreição. Onde for costume, trazer também a bandeira do Divino. 3. A primeira leitura poderá ser contada com muita expressão, se possível, de cor. 4. Durante o canto do Salmo, um grupo de jovens, ou crianças com vestes coloridas e uma tocha ou vela grande na mão, faz uma dança, envolvendo a assembleia, com a luz e o calor do Espírito Santo. 5. Durante o canto da “Sequência”: A nós descei... a assembleia acende suas velas no Círio e nas sete velas ou tochas, permanecendo com elas acesas até o final do Evangelho. 6. A proclamação do evangelho poderá ser cantada. No final, quem preside repete para as lideranças da comunidade presentes, a frase: “A paz esteja com vocês. Como o Pai me enviou, assim também eu envio vocês. Recebam o Espírito Santo!” Esta mesma frase é dita também para toda a assembleia e depois, cada pessoa repete-a para quem estiver perto, soprando ou beijando a testa e dando-lhe um abraço fraterno. 7. No momento da profissão de fé, todas as pessoas que exercem algum serviço na comunidade, poderiam se aproximar do Círio Pascal, junto à Pia Batismal, e renovar sua consagração ao serviço da comunidade. Um(a) representante de cada serviço expressa em voz alta e todos participam no refrão, cantando: “Vem, Espírito Santo, vem, vem iluminar!” ou “confirmar!” No final, aspergir toda a assembleia com a água batismal perfumada. 8. O mesmo grupo que dançou o Salmo, poderia fazer uma coreografia em volta do altar durante o canto do Santo, e permanecer ladeando a mesa eucarística até o momento da comunhão. 9. Cantar solenemente a bênção final que é própria e enviando toda a comunidade em MISSÃO. Onde for possível, a assembleia fica voltada para as portas da Igreja, ou na direção dos 4 pontos cardeais, enquanto recebe a bênção. 10. No final, apagar solenemente o Círio Pascal, indicando o encerramento do tempo Pascal. 11. Nas comunidades onde houver pessoas que falam idiomas diferentes, convidá-las a repetir, após o evangelho a expressão: “A paz esteja com vocês!” na sua respectiva língua, saudando a assembleia. 12. Onde for possível e sobretudo, onde houver a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, convidar pessoas de outras Igrejas cristãs para participarem da celebração, quando poderão, em momento indicado, darem seu testemunho. 13. Nas celebrações da palavra, a oração do Pai-Nosso poderia também ser feita na versão ecumênica e com um gesto especial de comunhão e reconciliação entre as pessoas. 14. Fazer, com especial atenção, os ritos iniciais, como momento de constituir, com a diversidade de pessoas presentes, um único Corpo, cuja cabeça é Cristo. Igual destaque se dê à toda Liturgia Eucarística, onde o Corpo Vivo do Ressuscitado, animado pelo Espírito Santo, se manifesta na sua plena expressão. 15. Nas celebrações da Palavra, fazer um momento de Ação de Graças após o rito da Palavra, cantando a louvação indicada no Hinário Litúrgico, 2, p. 104, própria para este momento. Em seguida, partilhar o pão, ou outro alimento, como ceia fraterna, ou ágape.

 

Maria de Lourdes Zavarez e Maria do Carmo de Oliveira